quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cervejas artesanais estão presentes na 36ª Expointer



Para quem visitar a 36ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio/RS, vai encontrar algumas marcas de cervejas artesanais no pavilhão 39. No total, são 11 microcervejarias gaúchas presentes na feira deste ano – Abadessa, Barley, Coruja, Dado Bier, Hunsrück, Micro Bier, Província, Ralf Beer, Rasen, Schmitt e Urwald –, além da Revista da Cerveja, publicação voltada para o segmento artesanal e distribuída nacionalmente.



É a primeira vez que microcervejarias gaúchas têm um pavilhão próprio para divulgar sua produção, uma iniciativa da Associação Gaúcha de Microcervejarias (AGM) com o apoio do GT de Gastronomia do Governo do Estado. O pavilhão foi negociado com a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), que não expôs suínos este ano.



Micael Eckert, presidente da AGM e proprietário da Cerveja Coruja, ressalta a importância da participação das microcervejarias para a divulgação do movimento artesanal no Rio Grande do Sul: “Já existiam homebrewers no Estado no final do séc. XIX, fazendo cerveja para suas comunidades. Alguns fundaram pequenas cervejarias locais. Com o tempo, ficaram maiores e muitas foram compradas por grandes grupos, sendo que nós ficamos reféns deste processo por muito tempo”, relata. “Com o resgate dessa tradição, e também com a inovação da tecnologia hoje disponível e do conhecimento que as redes da internet dispõem, temos um panorama novo de cerveja. Cervejas com muita qualidade, assim como era no passado, e variedade de rótulos”.



Com as chuvas que atingiram o Estado desde o último sábado, o movimento no pavilhão tem sido tímido, mas a expectativa é que aumente a partir de hoje (28-08) com a chegada do sol e do fim de semana. A AGM projeta que 11 mil litros de cerveja de diferentes estilos sejam consumidos até o final da feira, que encerra neste domingo (01-09).

domingo, 18 de agosto de 2013

Porto Alegre tem a primeira spritzeria do País



A primeira spritzeria do Brasil tem como destino Porto Alegre, na Rua Marques do Pombal, 379, bairro Moinhos de Vento. A Spritzeria Pane&Spritz, com inspiração italiana, abre oficialmente nesta terça-feira (20-08) com petiscos típicos do País europeu, cafés e do spritz - tradicional e refrescante drinque italiano elaborado com aperol, espumante, club soda e gelo. Os proprietários Ana Souto e Freddy Tricarico irão recepcionar os convidados com pães, pizzas, foggazzas e biscoitos, contendo ingredientes de origem italiana na maioria dos produtos. O local irá funcionar de segunda a sábado, das 10h às 22h.



Ex-topógrafo e músico nas horas vagas, Freddy é natural de Vicenza, na região italiana do Veneto. Ele é responsável pela gastronomia da Spritzeria Pane&Spritz, apostando em um cardápio aberto, que varia conforme a qualidade dos ingredientes disponíveis a cada dia. Embora tenha feito cursos de barista, Freddy é autodidata na cozinha, trazendo a influência da família, que possui restaurantes na Itália. Ele e a gaúcha Ana Souto se conheceram em uma viagem ao Egito.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Grupo Press inaugura patisserie em Porto Alegre



As restaurantrices Carla Tellini e Jaqueline Meneghetti se inspiraram nas confeitarias europeias para criar em Porto Alegre a mais nova marca do Grupo Press Gastronomia, a Presstisserie. Localizada na esquina da Avenida Lucas de Oliveira com a Rua Casemiro de Abreu, a casa de 200 metros quadrados foi amplamente reformada a fim de produzir os doces para os cafés do grupo e oferecer um espaço único e aconchegante, com requinte e sofisticação, para os clientes saborearem as delícias do cardápio. Talheres de prata, porcelanas vintage, espumantes e vinhos de sobremesa integrarão a experiência gastronômica.

A chef pâtissière Mirella Tellini Aranha criou receitas inovadoras e exclusivas, como a linha completa de viennoiserie, elaborada segundo a mais antiga tradição francesa de massa folhada, e diferentes recheios do tradicional mil-folhas. O serviço se completa com uma variada opção de almoço no estilo bistrô. A Presstisserie – que oferece manobrista e estacionamento próprio – conta, ainda, com uma equipe de produção dedicada a atender eventos sociais e corporativos. Esta é a oitava operação do grupo, que completou uma década de atuação no segmento de restaurantes e cafeterias.

Mais informações:

Presstisserie
Endereço: Avenida Cel. Lucas de Oliveira, 1.190
Horário: De segunda à sexta-feira, das 10h às 20h. Aos sábados, das 9h às 19h
Contato: (51) 3085-5888 / www.grupopress.com.br/presstisserie

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Vinhos importados de qualidade podem ter bons preços



Com tantos vinhos importados à disponibilidade dos brasileiros, encontrar um exemplar que se adéque a determinado momento se torna uma tarefa complicada. Mas a partir de dois encontros da Confraria Bom Vin, criada este ano por amantes do vinho e residentes de Porto Alegre e Região Metropolitana, é possível destacar bons exemplares não apenas pela qualidade, mas pelo preço também. Estes vinhos estão na faixa de R$ 30,00 a R$ 80,00.



Inicialmente, em encontro realizado no dia 22 de julho, foram degustados sete vinhos e um espumante no Scantinato di Peppo (Rua Dona Laura, 161, Rio Branco), local em Porto Alegre ideal para degustar bons vinhos e pratos italianos. A degustação foi uma promoção da Domno do Brasil, que importa vinhos e produz os espumantes Ponto Nero. Nesta ocasião, o enólogo Lucas Sartori apresentou os seguintes vinhos: Yali Carmenérè 2011, do Chile; Tomero Cabernet Sauvignon 2010, da Argentina; Romeira Reserva 2010, de Portugal; Nexus Cosecha 2011, de Ribera Del Duero, Espanha; Cortevecchia Chianti Clássico 2008, da Principe Corsini, Itália; o Château Capet-Guillier Grand Cru Saint-Emilion safra 2009, da França; o Cabernet Sauvignon Raízes, da Casa Valduga; e o espumante Ponto Nero Blanc de Blancs, da Domno.



Quanto aos vinhos acima, sem dúvida que o Grand Cru e o Chianti Clássico são indiscutíveis pela qualidade, mas com preços mais salgados. Porém, na faixa de R$ 40,00, o espanhol Nexus é um ótimo vinho de custo/benefício. Este exemplar, da variedade Tempranillo, apresenta cor vermelho rubi, aroma de frutas maduras e na boca mostra taninos macios e com boa persistência. Como passou por apenas seis meses em barrica de carvalho, é um vinho leve, ao contrário de muitos espanhóis que se caracterizam pelo aroma acentuado de carvalho. Também destaco o Yali, elaborado a partir de 85% com a cepa Carmenérè, a mais emblemática do Chile, e o restante com a variedade Syrah. Este exemplar na faixa dos R$ 30,00 apresenta na boca muita fruta madura, mas não é enjoativo, pois a Syrah realiza um equilíbrio perfeito. É ideal para acompanhar uma massa com molho branco e até um peixe de cor branca, como um filé de merluza ou de namorado.



Outra degustação com vinhos de valores mais acessíveis aconteceu no dia 01 de agosto na Sommelier Vinhos (Rua Carlos Von Koseritz, 1.200, Bairro Higienópolis), também em Porto Alegre, com apresentação das vinícolas Casas Del Bosque, do Chile, e da argentina Los Haroldos. Da chilena, foram apresentados quatro exemplares, entre eles o Reserva Sauvignon Blanc, o Reserva Carménère, o Gran Reserva Syrah e o Casa Viva Pinot Noir. Enquanto da vinícola da Argentina foram degustados um Malbec, um Tempranillo, o Reserva de Família Malbec e o Reserva de Família Cabernet Sauvignon.

O branco Sauvignon Blanc realmente chamou muita atenção. Este exemplar já foi premiado em edições anteriores da Expovinis, em São Paulo, e se caracteriza por apresentar aromas cítricos - como maracujá - e de ervas. O diretor comercial da Casas del Bosque, Antony Crew, esteve na apresentação dos vinhos e argumentou que este exemplar é elaborado a partir da colheita de diferentes regiões da vinícola e também de altura (200 e 450 metros), para garantir diferentes nuances quando degustado. A colheita é realizada, geralmente, de março a maio pelas 2h da manhã, quando a temperatura se aproxima dos 2ºC. Ele explica ainda que a maceração é realizada a uma temperatura de 3ºC e dura em torno de 48 horas, tudo para que o resultado seja o melhor possível. Este vinho custa ao redor dos R$ 50,00.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Brewery promove degustação orientada de cervejas IPAs



Ao contrário das grandes cervejarias que registram queda no consumo, as pequenas e micros estão sentindo aumento nas vendas. Isto possibilita que o número de consumidores aumente, não apenas para degustar, mas também com o intuito de conhecer histórias de uma das bebidas mais consumidas no mundo. A unidade do Lagom Brewery Pub no bairro Bom Fim (Rua Bento Figueiredo, 72), em Porto Alegre, resolveu promover degustações orientadas para até 20 pessoas para mostrar estilos e as diferenças entre as cervejas.

Na última terça-feira (23-07), aconteceu um encontro extra com cervejas do estilo IPA (India Pale Ale), de características mais lupulada e criadas pelos ingleses quando precisavam fazer longas viagens para a Índia, ainda na época da colonização. O lúpulo é o principal componente pelo amargor e, ao mesmo tempo, passa aromas cítricos e florais, dependendo da quantidade e do momento em que se acrescenta a planta.



A primeira cerveja degustada foi a inglesa Flagship da marca Hook Norton, uma English IPA com leve amargor e 5,5% de graduação alcoólica. Com aroma levemente frutado, este inglesa não passou por uma microfiltragem, o que garante um aspecto turvo e cor dourado intenso. É ideal para acompanhar uma entrada.

Seguindo a ordem, a segunda cerveja foi a American IPA da Lagom. Vale destacar que a produção da cervejaria é totalmente própria e o equipamento para servir os chopps foi encomendado especialmente para o pub. Quanto a esta IPA, ela apresenta 6,2% de álcool e foi elaborada a partir do lúpulo Columbus, que garante aroma cítrico. Em boca, apresenta um leve sabor de manteiga.



A próxima cerveja apresentada foi uma bem conhecida entre o público que já degusta cervejas artesanais. A Green Cow, da cervejaria Seasons, localizada em Porto Alegre, é uma American IPA contendo 6,2% de álcool e elaborada pelo processo dry hopping, técnica britânica que adiciona o lúpulo diretamente no fermentador primário, secundário ou até mesmo no barril para aumentar o aroma e o sabor de lúpulo na cerveja. O resultado é uma cerveja extremamente encorpada e de cor dourada intensa. O que mais chama atenção nesta cerveja é que, mesmo após um ano e meio sem degustá-la, ela continua com a mesma qualidade.

A quarta cerveja foi a Maniba Black Metal IPA, de Novo Hamburgo/RS. De cor escura e aroma de café, esta cerveja se caracteriza por apresentar 7,2% de graduação alcoólica e 70 de International Biterness Unit (IBUs). Esta unidade avalia o quanto a cerveja é amarga, isto é, quanto maior a IBU, mais a cerveja ressalta o aroma. Há cervejas que podem chegar a até 200 IBUs.

Para finalizar a degustação, foi a vez do cervejeiro Guenther Sehn que prepara a abertura de uma cervejaria própria, a Crusade, em Porto Alegre. Esta Black Mamba Imperial IPA é uma daquelas cervejas inesquecíveis, realmente algo do outro mundo. Ela possui 9,2% de álcool e, segundo Sehn, foi utilizado de 3 a 4 gramas de lúpulo por litro de água, por isso garante um IBU bem elevado de 200. Os lúpulos utilizados foram o Columbus e o Orion.

A próxima degustação no Lagom acontece no dia 05 de agosto, quando serão degustadas cervejas belgas harmonizadas com pratos da casa.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Evento Restaurant Week em Porto Alegre para no tempo



Alguns eventos gastronômicos evoluem com o tempo. Buscam novas atratividades, restaurantes com diferentes estilos culinários ou algo que possa surpreender o participante. Mas isso não aconteceu com a 4ª edição do Restaurant Week em Porto Alegre, que parece engessado e monótono.

Durante os 14 dias de evento direcionado a todos os públicos, de 01 a 14 de julho, conferi dois restaurantes de culinária japonesa, até para aproveitar o calor que fez no início do mês. Em todas as outras edições eu também participara, porém degustando pratos de culinárias diferentes a do País nipônico.

Aliás, o que realmente teve de novidade em todas as edições foi o aumento de preços, tanto no almoço quanto no jantar. Seria totalmente compreensível a justificativa da alta inflacionária no Brasil. Entretanto, os pratos apresentados pelos restaurantes não apresentaram melhora na qualidade ao longo destas quatro edições. Arrisco a dizer que a qualidade até decresceu.

Em 2010, na primeira edição, o almoço custava R$ 27,50 e o jantar R$ 39,00, com direito a entrada, prato principal e sobremesa. No evento deste ano, os valores subiram para R$ 34,90 e R$ 47,90, respectivamente. E o pior é que a verba arrecadada para a instituição de caridade, o que sempre aconteceu desde 2010, continua sendo de apenas R$ 1,00. Não seria ideal aumentar este valor a cada ano como já acontece com os pratos? Fica esta questão para a organização do evento avaliar.

Também observei que nenhuma das pessoas que estavam nos dois restaurantes chegou a solicitar, ao menos, o cardápio do evento. Talvez por desconhecimento ou por ignorar o Restaurant Week e preferirem pratos com outras variedades. Outro ponto negativo foi a qualidade da apresentação dos pratos, muito diferente em relação aos das fotos do site do evento (abaixo).

Confira os cardápios dos restaurantes visitados:

:: Gokan Sushi

- Entrada:
Temaki Hot Filadélfia empanado, servido com molho de ostras ou Salada sunomono



- Prato Principal:
Combinado Week 15 peças variadas ou Combinado Week 15 peças de salmão



- Sobremesa:
Trufas de Wasabi ou Minissupremo



:: Takêdo

- Entrada:
Sunomono (tradicional salada de pepino japonês com frutos do mar e kani-kama) ou Gyosa (pastel japonês de carne no vapor)



- Prato Principal:
Yakissoba de Filé (Lamen japonês com legumes e filé ou Combinado de 18 Peças (8 sashimis de salmão, 4 nigs de salmão, 2 jyos de salmão, 2 enrolados Filadélfia e 2 enrolados Alaska)



- Sobremesa:
Cocada Thai (doce de coco ralado coberto com sorvete de baunilha ou Taça de Sorvete (sorvete artesanal da Bergalli – escolha o sabor de sua preferência: gengibre, chocolate belga, wasabi, frutas vermelhas, doce de leite ou baunilha)

domingo, 14 de julho de 2013

Jantar harmonizado no restaurante Peppo com vinhos da chilena Ventisquero



Ao comemorar nove anos de atuação em Porto Alegre, o restaurante Peppo Cucina realizou um jantar harmonizado no dia 09 de julho com vinhos da vinícola chilena Ventisquero e aproveitou a ocasião para lançar o Prato da Boa Lembrança 2013, o Medaglioni Alla Salsa di Lampone – uma combinação de medalhões de filé ao molho de framboesa, acompanhados de purê de mandioquinha. O evento contou com a presença do enólogo Hugo Salvestrini, diretor comercial para vinhos alta-gama da Viña Ventisquero.

A entrada foi o Vellutata di Zucca – creme de moranga com canela, servido com o Ventisquero Grey Chardonnay 2011. A harmonização entre a canela e os toques cítricos do vinho ficou muito boa. O primeiro prato principal foi o Tortelloni Alla Crema – recheio de espinafre, ricota e amêndoas ao molho de creme de leite e parmesão. E para acompanhar, foi apresentado o Ventisquero Grey Pinot Noir 2011, um vinho leve e frutado, sendo ideal também para degustá-lo sozinho em dias quentes – assim como todos os exemplares desta casta, quando elaborados com qualidade.

No segundo prato principal, o Medaglioni Alla Salsa di Lampone, foi servido, na minha opinião, o melhor vinho da noite. O Vertice 2007, do Vale de Apalta-Colchagua, é um assemblage elaborado com 50% da variedade Carménère e 50% de Shiraz. A combinação entre a suavidade (Carménère) e a acidez (Shiraz) fica perfeita, neste que considero um dos grandes vinhos chilenos. O enólogo Salvestrini também apresentou outros dois ícones da vinícola, o Pangea 2008 – 100% Syrah, e o Enclave 2010 – este é um lançamento da vinícola elaborado com 86% de Cabernet Sauvignon e mais Petit Verdot e Cabernet Franc. Estes três últimos vinhos são excelentes, com faixa de preço entre R$ 200,00 a R$ 300,00, enquanto os da linha Grey apresenta valor mínimo de R$ 80,00.



E para encerrar as celebrações, foi servido o Tiramisu – tradicional sobremesa italiana com queijo mascarpone, biscoito champanhe, café, conhaque e chocolate em pó. Para harmonizar, foi apresentado o vinho licoroso Sauternes Château Des Compéres, que não pertence à linha da Ventisquero.

Sobre o Prato da Boa Lembrança:

A Boa Lembrança nasceu em 04 de março de 1994, em Petrópolis (RJ). A proposta é representar um grupo de restaurantes que prima pela excelência e qualidade nos serviços, promovendo e divulgando a diversidade do setor através das peculiaridades regionais e do associativismo. A ideia chegou no Brasil com o italiano Dânio Braga, fundador e atual conselheiro. Inspirado pelos costumes que trouxe da região onde nasceu, Dânio resolveu estimular o hábito de se levar uma lembrança depois de uma boa refeição. Foi assim que surgiu o Prato da Boa Lembrança, uma peça exclusiva em cerâmica que você leva para casa depois de comer em um dos restaurantes associados.



O Prato da Boa Lembrança é o troféu de todo colecionador. Ele é feito em louça de alta qualidade, resistente, produzido especialmente para ser pendurado e exposto como uma peça de arte. Cada prato possui um desenho original e exclusivo, sempre muito alegre, de cores vibrantes e tom bem humorado.