terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Festival BH Sabor e Arte tem menu degustação com preços promocionais



O Festival BH Sabor e Arte 2010, evento da Abrasel Minas que integra o Verão Arte Contemporânea (VAC), em Belo Horizonte, apresenta um menu degustação criado especialmente para o festival a preços promocionais. Ione de Medeiros, idealizadora do VAC, destaca que em uma semana de atividades o festival vai propor o olhar e o paladar dentro de uma visão expressiva e estética da culinária. O evento inicia no dia 29 de janeiro e se estende até o dia 07 de fevereiro.

No total são doze dos melhores restaurantes da capital mineira que integram o circuito: A Favorita, Bistrô Verde Essencial, Chez Bastião, D’Istinto, Flores Restaurante, Haus München, Hermengarda, La Pasta Gialla, O Dádiva, Restaurante Merlin, Trattoria Via Destra e Vecchio Sogno.

Verão Arte Contemporânea:

O evento tem como objetivo atender a demanda e a diversidade de linguagens da produção cultural, de Belo Horizonte, reunindo artistas das áreas de teatro, dança, gastronomia, música e artes visuais.

Serviço:

3ª Edição Festival BH Sabor e Arte
Data: de 29 de janeiro a 07 de fevereiro

Mais informações: (31) 3282-5533

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Quincho foca na culinária gaúcha em Porto Alegre



A regionalização da culinária já está consolidada. Cada local procura mostrar o que há de melhor para valorizar a cultura local. Em Porto Alegre esta tendência vem surgindo aos poucos, com predominância nos assados e guarnições como polenta e farofa de erva-mate, que pode ser degustada no restaurante Bah, localizado no BarraSulShopping.

O Quincho - típico sabor gaúcho (Rua Pedro Chaves Barcelos, 651, Bairro Mont Serrat) apresenta uma proposta semelhante. O nome do estabelecimento significa proteção no idioma quéchua. A proposta é apresentar sabores das cidades e dos campos do Rio Grande do Sul, além de pratos consagrados da cozinha internacional preparados ao gosto dos gaúchos.

Um dos destaques é o Pernil de Cordeiro à Moda da Estância, que acompanha purê de batatas, farofa, cebolas carameladas, tomates assados, molho de carne e alecrim. Este prato serve duas pessoas e leva em torno de 35 minutos para ficar pronto.

Os valores dos pratos variam de R$ 41,00 a R$ 60,00, e o restaurante abre de segunda a sábado, a partir das 19h.

Mais informações: (51) 3331-0302

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pátio Havana conta com excelentes pratos em Búzios



Para quem está em Búzios, uma boa pedida é conferir a culinária do Pátio Havana (Rua das Pedras, 101). O restaurante prioriza os frutos do mar, mas também há filés e carré de cordeiro (foto). A chef Michelle Marucco de Oliveira Pontes assumiu as panelas do estabelecimento em 2008, depois de ter passado pelo Hotel Mas Des Herbes Blanches (Relais Chateau) – Joucas/Provence e a Brasserie Le Renaissence – Gordes/Provence, na França, Restaurantes Margarida Café e O Porto, em Paraty, e Tankamana Eco Resort, em Itaipava.

Ela apresenta uma gastronomia contemporânea, que atende um público internacional exigente e eclético. Não duvide em chamá-la e aceitar qualquer sugestão desta jovem paulista formada no Senac de Campos de Jordão. O que não estiver na carta ela criará com muito prazer. “Neste cardápio tentamos sempre harmonizar os pratos com os vinhos, aproveitando as alternativas de Célio Alzer”, afirma a chef. Alzer é professor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS/RJ) e consultor do Pátio Havana.

Saiba mais sobre o lugar:

O Pátio Havana reproduz em parte os singulares pátios da capital cubana. O espaço convida a assistir os últimos lançamentos em DVDs no telão, a dançar samba e salsa, shows musicais ao vivo e os já tradicionais festivais de jazz e blues, em julho, e o festival de verão durante a alta temporada. Na adega, é possível apreciar os melhores vinhos, selecionados entre os dez países produtores mais tradicionais. Um dos atendentes acompanha o cliente mediante visita guiada. Degustações de queijos e vinhos podem ser marcadas com antecedência.

No Clube do Whisky, o apreciador de um bom whisky escocês encontra o espaço ideal para relaxar e também se divertir, jogando a tradicional sinuca com vista para o mar e ar condicionado no verão. Campeonatos de sinuca e gamão são realizados durante o ano.

Mais informações: eventos@chezmichou.com.br / (22) 2623-2169

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Bistrô Porto Alegre serve feijoada neste verão



As altas temperaturas neste verão em Porto Alegre não foram suficientes para afastar os apreciadores de uma bela feijoada no domingo. E quem agradece é o chef Mauro Souza do Bistrô Porto Alegre, do hotel Sheraton, que assina este típico prato brasileiro, que leva charque, lombo, paio, bacon e costelinha de porco. As sobremesas também são o ponto alto do local, com opções de quindim, cocada, arroz doce e ambrosia.

Serviço:

O quê: Feijoada aos domingos no Bistrô Porto Alegre
Onde: Sheraton Porto Alegre Hotel
Rua Olavo Barreto Viana, 18, térreo – Bairro Moinhos de Vento
Atendimento: Aos domingos, das 12h30min às 15h30min
Quanto: R$ 39,00 + 10%
Cartões: Todos os cartões, exceto Banricompras e Hipercard
Estacionamento: Serviço de manobrista
R$ 15,00 as duas primeiras horas e R$ 3,00 a hora adicional

Confira uma receita de peixe com inspiração no Pantanal



O chef Fred dos Anjos, que supervisiona o restaurante Épico (Avenida João Obino, 300), em Porto Alegre, elaborou uma receita de um prato com inspiração no Pantanal, o “pintado com purê de pequi e molho de limão”.

Confira a receita para duas pessoas:

INGREDIENTES:
- 400g de pintado
- 120g de pequi
- 50ml de nata
- 7g de sal
- 50ml de azeite de oliva
- 4 limões
- 30g de alho-poró
- 90g de manteiga
- 1g de açafrão
- 300g de batata
- 20ml de espumante
- 5g de anis estrelado
- 1 bastão de canela em pau
- 1g de cadamomo

MODO DE PREPARO:

- Purê:
Coloque as batatas para cozinhar durante 30 minutos. Triture com um mix,
misture o pequi, 2g de sal e a manteiga

- Molho:
Coloque numa frigideira o alho-poró e a manteiga para refogar durante
2 minutos e acrescente o espumante. Junte a nata e deixe cozinhar por 4 minutos,
acrescente as especiarias para fazer infusão. Bata com o mix para emulsionar,
coloque as raspas do limão e o suco para aromatizar

- Pintado:
Aqueça uma frigideira com o azeite de oliva para selar o peixe

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dona Nelsa é uma das principais chefs em Minas Gerais



O restaurante Xapuri (Rua Mandacarú, 260, Pampulha), em Belo Horizonte, oferece o que há de melhor na tradicional culinária mineira. Inaugurado em 1987, depois que Dona Nelsa, na foto ao lado do cantor e compositor Ed Motta, adquiriu o terreno ao lado de sua casa, o restaurante era conhecido como “Atrás da Moita”. Os amigos frequentadores deram esse nome devido a uma “moita” na entrada. Mas Nelsa sempre insistiu em fixar o nome Xapuri. O nome surgiu graças a uma viagem de um “tio” de Nelsa à Xapuri. Dona Nelsa gostou muito do nome, porque na língua indígena, Tupi Guarani, Xapuri quer dizer: “lugar bom”.

Graças ao seu talento, a “Dona Nelsa”, como é carinhosamente chamada pelos amigos, hoje é considerada uma das melhores chefes de cozinha típica mineira do Brasil. Não tem como falar em Restaurante Xapuri sem falar em Nelsa Trombino. Desde o começo, a criação dos deliciosos pratos deve-se à vivência de Dona Nelsa e da história brasileira e, principalmente, da mineira. A preocupação sempre foi fazer uma comida mineira simples, com muito amor e dedicação e com o mais alto padrão de qualidade.
Mesmo com a expansão, sendo hoje considerado o melhor restaurante de comida mineira, Dona Nelsa até hoje coloca a mão na massa e não deixa de controlar rigorosamente toda a produção, inclusive dos eventos realizados fora do restaurante.

Breve histórico de Dona Nelsa:

Nelsa Trombino nasceu em Cubatão, no estado de São Paulo. Aos 23 anos casou-se e mudou-se para Minas Gerais. Morou em uma fazenda perto de Lagoa da Prata onde pôde unir sua rica bagagem da culinária italiana (herança dos pais) à cozinha regional brasileira. Nelsa começou sua carreira oferecendo suas invenções da comida mineira a amigos e vizinhos.

Em 1980, mudou-se para Belo Horizonte. Foi gerente da Academia Samuray´s, mas não deixou de lado sua paixão pela culinária. Vendia queijos, bolos, roscas e doces. Com muito trabalho comprou um terreno e construiu uma casa na Pampulha. O fogão a lenha, que não poderia faltar, estava lá.

A partir de então, todos os finais de semana, a casa ficava cheia de amigos, parentes e vizinhos. Todos vinham saborear a deliciosa comida da Dona Nelsa. A fama foi se espalhando, mas como o orçamento da família era pequeno, surgiu a ideia de começar a cobrar pelos almoços. Nelsa adquiriu o terreno ao lado de sua casa e em 22 de agosto de 1987 inaugurou o Restaurante Xapuri.

A partir daí, Dona Nelsa, como é conhecida pelos amigos, trilhou um caminho de muito trabalho, mas que gerou seus frutos. Hoje, graças ao seu talento, ela é considerada uma das melhores chefes de cozinha típica mineira do Brasil.

Mais informações: contato@restaurantexapuri.com.br / (31) 3496-6198

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Don Curro serve a legítima “paella” na capital paulista




Os pratos servidos pelo restaurante Don Curro (Rua Alves Guimarães, 230, Pinheiros), em São Paulo, seguem as características tradicionais da cozinha espanhola trazidas pelos criadores do restaurante, em 1958. No restaurante é possível provar a especial “Paella Don Curro com Lagostas”, preparada com arroz e açafrão espanhol, mariscos, camarões, lulas, frango, pimentões, ervilhas e lagosta.

A história deste tradicional prato espanhol teve início quando os camponeses da região de Valência, na Espanha, saíam de madrugada para o trabalho, nos séculos 16 e 17, e levavam azeite, arroz, sal e uma panela redonda, ampla e rasa, com alças, a que davam o nome de “paella” – e não “paellera”, como dizem alguns atualmente. Ainda de manhã, capturavam um coelho ou pato selvagem, caracóis nativos e colhiam legumes da estação.

Ao meio-dia, reuniam-se em torno do fogo e iniciavam o ritual do almoço. Era um momento de sociabilidade e congratulação. Na “paella”, utensílio derivado de “patella”, a bandeja usada pelos romanos nos rituais de fecundação da terra, colocavam azeite, carnes, vagens, águas, favas, sal, caracóis, açafrão e arroz. Só mais tarde acrescentaram o tomate, ingrediente originário da América, que chegou à Espanha após a viagem pioneira de Cristóvão Colombo, e o frango, nobre a caro demais para os padrões rurais da época.

Essa é a história oficial da “paella”, o prato de origem espanhola mais preparado no mundo. Ao migrar para ouras regiões, a receita valenciana sofreu interessantes aculturações. Surgiram a “paella marinera”, feita com peixes e frutos do mar; a “mista”, à base de peixe, frutos do mar e carnes; a “negra”, com tinta de lula.
Além disso, apareceram “paellas” apenas com verdura, alcachofra, fígado ou morcela. Mas existe uma variante da “paella” com massa, a “fideuà”. O nome vem de “fideo”, que em espanhol significa aletria, macarrão. No poro de Gandia, em Valência, conta-se que a “fideuà” surgiu acidentalmente. Os pescadores usaram massa porque não tinha arroz para juntar aos ingredientes.

A “paella” é sobretudo um prato festivo, que os espanhóis saboreiam em batizados, casamentos, feriados religiosos e fins de semana. Como o churrasco brasileiro, sua preparação compete ao homem, geralmente ao chefe da casa. É feita de preferência ao ar livre, em fogo a lenha, longe da cozinha e da conotação feminina que ela possui. Ali, sem perigo de arranhar sua virilidade, o homem elabora um prato complicado e barroco, generoso e rico, recebe elogios e ocasionais aplausos. Apenas aos filhos homens transmite os truques herdados dos ancestrais ou que descobriu na exibição culinária. Com essa conotação machista, a “paella” se espalhou pela Espanha e chegou ao Brasil, no final do século 20.

Antigamente, o fogo era exclusivamente a lenha. O domínio da chama, com seus significados ambivalentes – simboliza purificação e castigo, superioridade e transformação – engrandecia a exibição viril. Localizado junto ao Mediterrâneo, o território de Valência possui raros bosques naturais. A falta de lenha obrigava os camponeses a fazerem fogo com ramos e lascas de arvores frutíferas, sobretudo com laranjeiras, cultivadas há séculos na região. Esse material, de composição ácida, produzia brasas miúdas, uniformes, de calor intenso. Por outro lado, seu perfume agradável impregnava e temperava suavemente a comida. A tecnologia moderna criou o fogo a gás e a “paella” o incorporou. O prato nacional da Espanha perdeu um pouco da magia original, mas continuou a ter importância social. Não nos referimos aqui à “paella” feita no dia a dia, no fogão de casa. Tem expressão cultural de natureza diversa.

O sucesso da “paella” depende de inúmeros fatores. Usa-se exclusivamente a panela tradicional porque ela possui muita base e pouco fundo. É a única capaz de cozinhar o arroz em extensão e não em altura, como manda a receita.
Sua superfície ampla garante a perfeita evaporação da água. O grão do arroz deve ser médio, com 5,2 a 6 milímetros de comprimento. É o que absorve melhor os sabores do cozimento, sejam carnes, peixes, frutos do mar, verduras ou legumes. Na prática, funciona como uma pequena esponja. O ponto de cozimento também é importante. O arroz precisa ficar inteiro, seco e solto. Se passar, rompe o grão e desperdiça o amido. O sabor diminui e a textura se trona pastosa.

Como o arroz não pode ser mexido durante o cozimento, há quem diga que a parte mais deliciosa fique no fundo e nas laterais. É o “socarrat”, ou seja, os grãos que pegam na “paella”, adquirindo cor marrom e queimadinho crocante. A quantidade de azeite deve ser bem dosada, pois a “paella” não pode ser gordurosa. Finalmente, também se dá muita importância ao volume de água. Se excessivo, atrapalha todo o cozimento. Muitos valencianos acreditam que a verdadeira “paella” é feita com água de sua terra natal. Na Espanha, esse zelo regional dá origem a piadas. Mesmo assim, sempre que vão preparar a receita longe da casa, alguns continuam a carregar água valenciana.

Mais informações: contato@doncurro.com.br / (11) 3062-4712