segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Chocolateria elabora produtos especiais para público exigente



A qualidade dos chocolates disponíveis no mercado é muito questionada. Algumas marcas procuram economizar nos custos com o acréscimo de gordura e açúcar, reduzindo o uso da principal matéria-prima: o cacau. Até mesmo o estilo meio-amargo, tão venerado por muitos apreciadores, não passa de um produto elaborado a partir de quantidades elevadas de outras substâncias, ao invés da amêndoa extraída do fruto de lavouras localizadas na Bahia.



Para fugir deste processo que visa apenas o lucro com a venda de chocolate em larga escala, algumas pequenas chocolaterias buscam oferecer chocolates de qualidade. Este é o caso da Mr. Brown, criada em 2007, e que desde abril deste ano funciona na Avenida Carlos Gomes, 788, em Porto Alegre. O objetivo, segundo o proprietário da marca, Claiton Biggoweit, sempre foi atingir consumidores com paladares apurados e que já tenham tido experiência com chocolates produzidos fora do Brasil. Segundo ele, a legislação brasileira permite que para cada produto seja utilizado apenas 23% de sólido de cacau, enquanto em outros países – até mesmo da América do Sul – este índice chega a 33%.



Uma das características da marca é oferecer chocolates gourmet e varietal com diversas combinações e receitas. Biggoweit afirma que costuma visitar as lavouras de cacau localizadas no Sul da Bahia para observar o desenvolvimento das amêndoas. “Hoje trabalho com cinco variedades de amêndoas, mas pretendo chegar a 12”, destaca o proprietário. Ele explica que as variedades são plantadas afastadas uma das outras para que não haja predominância, o que garante diferenciação no sabor final.



Biggoweit iniciou neste mercado em 2003 com a marca O Bananeiro. Mas como o nome ficava restrito ao Brasil, adotou a Mr. Brown quatro anos depois. O resultado foi a aceitação do produto em países como Alemanha, para o qual exporta, e Estados Unidos, que deve iniciar a vender nos próximos dias. No Brasil, os produtos podem ser encontrados em hotéis cinco estrelas, enotecas, delicatessens e casas especializadas. Os planos do proprietário para os próximos dez anos são ambiciosos: abrir filiais nos Estados Unidos e Europa.



Mais informações: (51) 3239-7661

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Vinhos com breve passagem em barril de carvalho



Uma das críticas de enólogos, sommeliers e enófilos é a passagem excessiva de alguns vinhos em barricas de carvalho, independente a nacionalidade da madeira. A reclamação tem como justificativa “mascarar” possíveis falhas no momento da produção, perdendo qualidades organolépticas das cepas. Justamente por este motivo, exemplares com pouco ou sem contato em barris são tão valorizados entre os especialistas.

A Vinã Montes, uma das vinícolas mais importantes do Chile, elabora vinhos com estas características, o que vem rendendo premiações e a presença em mais de 100 países com pouco mais de 20 anos de trajetória. De acordo com o enólogo Amilton Leal, que abordou a vinícola no dia 03 de outubro em um dos encontros do Núcleo Cultural do Vinho, projeto da Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943), em Porto Alegre, os vinhos são exportados principalmente para hotéis cinco estrelas.

Criada a partir da sociedade entre os amigos Douglas Murray e Aurélio Montes, um dos maiores enólogos chilenos, a Viña Montes é uma verdadeira colecionadora de prêmios e altas notas. Os vinhos Montes Alpha Cabernet Sauvignon e Merlot foram recentemente eleitos pela revista Decanter como "os melhores Bordeaux do Chile". E para comprovar a qualidade dos produtos, Leal promoveu uma degustação com cinco varietais.



Os trabalhos iniciaram com o vinho branco Montes Classic Series da variedade Sauvignon Blanc, com 13% de graduação alcoólica e sem passagem em barrica de carvalho, somente tanque de aço inóx. Com boa acidez inicial em decorrência de estar gelado, apresenta aromas de frutas cítricas e minerais. Na boca, além do cítrico, tem um leve toque de pimenta. Conforme a temperatura vai aumentando, as características mudam, sendo possível sentir um retro-gosto de mel.



O segundo vinho, também sem passagem de carvalho, foi o rosé Montes Cherub safra 2011, elaborado 100% com a variedade Syrah. Considerei o melhor entre todos, até porque há poucos exemplares elaborados com esta cepa para a produção de Rosé. Com uma cor de vermelho rubi intensa, tanto no nariz quanto na boca fica evidente a cereja e o morango. Segundo o enólogo, o exemplar da safra 2006 recebeu a melhor pontuação da história entre os rosés na Wine Enthusiast daquele ano, com 91 pontos.



Em seguida, foi apresentado o Villa Montes Cabernet Sauvignon da safra 2010, com a mesma característica de não ter passagem em barril de carvalho. Frutado e com boa estrutura em boca, este vinho tem 14% de álcool. É possível identificar no nariz o principal aroma desta cepa tão conhecida, o pimentão.



O quarto vinho é o Montes Sellecion Limitada Carmenère, da safra 2010, que apresenta pouca passagem em carvalho, apenas seis meses. Elegante e complexo, na boca é possível identificar frutos negros, notas de chocolate, tabaco, café e taninos muito suaves, mesmo com 14,3% de graduação alcoólica. Estas características são possíveis pelo acréscimo de 10% da variedade Cabernet Sauvignon.



E para fechar a noite, o Montes Alpha Syrah da safra 2009 passou um ano em carvalho, sendo possível identificá-lo perfeitamente em boca. Este exemplar com cor vermelho rubi, intenso e ao mesmo tempo frutado, apresenta o aroma de defumado e os taninos redondos muito marcantes. Com 14,9% de álcool, este vinho tem potencial de guarda de cinco a oito anos.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A bela Sintra destaca saladas e frutos do mar com a chegada da primavera



Com a chegada da primavera, as temperaturas mais quentes exigem uma mudança no paladar em relação ao inverno. Saem de cena as comidas pesadas e ingredientes fortes para dar lugar ao frescor das saladas, frutas e alimentos leves. O restaurante A bela Sintra (Rua Bela Cintra, 2325 – Cerqueira César), em São Paulo/SP, reconhecido por seus pratos com bacalhau e frutos do mar, disponibiliza saladas elaboradas com peixes, crustáceos, frutas e legumes.

Entre as opções, os chefs Ilda Vinagre e Valderi Gomes sugerem:

- Salada de Gambas com Shitake e Ponta de Aspargos (ponta de aspargos, camarão, shitake e amêndoas – R$ 59,00, na foto);

- Folhas Verdes com Almeada de Peixes (salmão, robalo, badejo, cozidos com vinho branco, tomilho, salsinha, manjericão, acompanhado de alface americana, endívias, agrião e rúcula com molho de vinagre de ginja, azeite, sal e pimenta da Bahia – R$ 49,00);

- Salada de Cítricos à "a bela Sintra" (endívias, vagem , alface crespa, lima, mexerica e laranja, azeite, brotinho de hortelã, mel e sal – R$ 40,00).

Além do mix de folhas, o menu da casa também traz pratos principais preparados com os ingredientes que são a cara da estação: os frutos do mar. Grelhado Misto de Frutos do Mar (R$ 126,00), composto por camarões, cavaquinha, lula, polvo, salmão, arroz de brócolis, abacaxi e molho apimentado; e o Arroz de Frutos do Mar com Camarões (R$ 131,00), que abrange medalhões de cavaquinha, tamboril e lula, perfumado com coentro.

Na bandeja de sobremesa podem ser encontradas opções fresquinhas, como a Salada de Laranja (R$ 23,00) e as Mousses de Goiaba com Calda de Baunilha e de Maracujá com Calda de Baunilha (R$ 23,00 cada uma).

Mais informações: (11) 3891-0740 / www.abelasintra.com.br

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Espumantes Cave Geisse harmonizam pratos do Gastronômade 2013 no RS



A Cave Geisse será a vinícola responsável pela harmonização na 4ª etapa do Gastronômade 2013, que vai integrar o banquete com um vinho e quatro espumantes servidos neste domingo (29-09), a partir das 13h, na Estalagem e Restaurante La Hacienda (Estalagem e Restaurante La Hacienda - Estrada Serra Grande, 4200), em Gramado-RS. Em sintonia com o cardápio de inspiração regional elaborado pelo renomado chef Floriano Spiess, os destaques da vinícola de Bento Gonçalves ficam por conta dos espumantes Cave Geisse Terroir Rosé 2009, que será servido junto a um dos pratos principais (Entrecot de Angus típico da região fronteiriça do estado), e Cave Amadeu Moscatel, este último responsável por acompanhar a sobremesa baseada em chocolates Prawer de Gramado. O valor é de R$ 239,00 por pessoa (lote 1), R$ 255,00 por pessoa (lote 2) ou R$ 269,00 por pessoa (inclui bebidas e serviço).

Entre as edições do Gastronômade realizadas no Rio Grande do Sul, é a primeira vez que os participantes poderão se hospedar no próprio local do evento e desfrutar de experiências que vão além da culinária. Quem prestigiar o encontro e optar pela hospedagem, terá acesso a toda a estrutura do La Hacienda, com 70 hectares de espaço verde, adega, sala de jogos, boutique, piscina aquecida (no verão), quadra de tênis, salão de jogos, além dos chalés.



O Gastronômade:

O Gastronômade segue o conceito do famoso festival norte-americano Outstanding in the Field, criado em 1999, na Califórnia. A ideia é propor um “restaurante sem paredes” para reconectar as pessoas com a terra e com a origem dos alimentos. Para isso, um banquete é disposto a céu aberto, servindo comida sofisticada em grandes mesas coletivas e proporcionando uma viagem de sabores. Antes da refeição, os participantes têm a oportunidade de apreciar a história do local. É uma forma de conhecer de onde vêm as iguarias que irão experimentar.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a receber o Gastronômade, que desde 2012 já sediou 12 etapas do evento. O encontro não tem uma frequência certa, mas por sua essência é imprescindível que ocorra em locais inusitados. Neste ano, passou por um jardim botânico, no Distrito Federal, um autêntico alambique, em Minas Gerais, uma floresta de araucárias, no Paraná, e por um imponente haras, em São Paulo.

Os ingressos para a etapa gaúcha do Gastronômade 2013 podem ser adquiridos pelo site www.gastronomadebrasil.com

Mais informações: (54) 3295.3025 / (54) 3295.3088 / lahacienda@lahacienda.com.br

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Chefe da marca Maria Bolachinha ensina preparo de brownies



Para quem pretende entender a lógica da elaboração do brownie, a chefe proprietária da grife de doces Maria Bolachinha, Biba Retamozo, estará ministrando um curso sobre o assunto nesta quinta-feira (26.09), das 14h às 17h, na Vinho e Arte (Rua Múcio Teixeira, 107, Cidade Baixa), em Porto Alegre. Além de ensinar a fazer, Biba contará histórias acerca do famoso bolinho. A inscrição antecipada custa R$ 120,00, e na hora sai por R$ 160,00. O valor dá direito a uma apostila, degustação e um brinde com espumante no final.



O conteúdo programático do curso terá harmonia entre chocolates, manteigas e amêndoas; o uso de frutas e licores nos brownies; a aplicação do brownie como petit four, finger food, lembrancinha, doce para presente, cupcake ou sobremesa.

Confira as receitas que serão apresentadas:

- Brownie de chocolate meio-amargo com amêndoas de cacau

- Minibolo de brownie de chocolate belga com castanhas do Pará

- Sobremesa: brownie de doce-de-leite com crocantes de nozes

Mais informações: biba@retamozo.com.br / (51) 9217-1118

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Vinhos do Sul da Itália são ideais para dias quentes



Os vinhedos da região Sul da Itália são favoráveis para a elaboração de vinhos tintos com muita fruta, ideais para dias quentes. A proximidade com o Mar Adriático e a incidência constante de luz solar propiciam esta característica aos vinhos desta região. Mas engana-se quem pensa que são tintos enjoativos, muito pelo contrário, apresentam taninos robustos que harmonizam perfeitamente com o sabor de frutas maduras.

Para falar sobre os vinhos do Sul da Itália, a filial da importadora Porto a Porto, localizada em Porto Alegre, trouxe na segunda-feira (09-09) o gerente de Exportação do Grupo Farnese, Marco Scarinci, que abordou algumas vinícolas de cinco regiões italianas: Abruzzo, Apulia, Basilicata, Campania e Sicília. Ele é filho de italianos produtores de vinhos, representa a terceira geração de viticultores e em 2010 ganhou o título de sommelier no “AIS - Italiano Sommelier Association”.



Scarinci iniciou a degustação com o Ampelo Salice Salentino, da vinícola Lucarelli. Este exemplar é elaborado a partir de 60% da cepa Negro Amaro e 40% da Malvasianera, com características de frutas maduras com passagem de seis meses em barrica francesa de segundo uso. É um vinho ideal para acompanhar pratos leves, como uma carne magra ou uma pasta com molho de dois queijos (gorgonzola e gouda).



O segundo vinho apresentado foi o Pipoli, da vinícola Vignetti del Vulture, localizada na região da Basilicata, elaborado com 100% da cepa Anglianico. Este exemplar já se mostrou com mais taninos e passou entre 8 e 9 meses em barrica de carvalho francês. Scarinci ressalta que este vinho da safra 2010 tem potencial de guarda de seis a sete anos.



O próximo degustado, o Piano Del Cerro, também foi elaborado com 100% da variedade Anglianico e pertence à mesma vinícola da Basilicata. Apesar de ter passado por um intervalo de três anos em barricas francesas e americanas e mais dois na garrafa, se mostrou totalmente tranquilo – sem os exageros como ocorre com a maioria dos vinhos que passam por muito tempo em barricas. Na boca, a sensação era de ter menos carvalho em relação ao segundo vinho. Isto levando em conta que são da mesma cepa.



E o principal foi deixado para o fim. O Due Lune, constituído com as varietais Nerello Mascalese (60%) e Nero D’Avola (40%), da vinícola Cellaro, na Sicília, é uma obra-prima entre os vinhos italianos. Este corte se mostra ao mesmo tempo frutado e com taninos vivos, o que garante um belo corpo e estrutura. É a acidez combinada harmonicamente com a fruta em 14,5% de álcool, ideal para pastas com molho vermelho apimentado e carnes gordas.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Nella Pietra celebra cinco anos de atuação em Passo Fundo/RS



A rede de pizzaria Nella Pietra acaba de comemorar cinco anos de atuação em Passo Fundo/RS. Esta unidade (Rua Tiradentes, 942) foi uma das pioneiras da marca, com 11 anos de mercado e dez unidades espalhadas pelo Rio Grande do Sul.



A Nella Pietra é constituída de oito pizzarias, sendo seis próprias (Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre Moinhos) e duas franquias (Canoas e Porto Alegre Zona Sul). Três novas franquias estarão em operação até o final do ano: Bento Gonçalves, Santa Maria e – a primeira fora do Rio Grande do Sul – Balneário Camboriú (SC), totalizando 11 casas.



O cardápio da Nella Pietra possui 64 tipos diferentes de pizza, sendo 55 salgadas e nove doces. Recentemente, o menu ganhou uma nova opção, a pizza Terroir Serra Gaúcha, elaborada com queijo serrano e colonial, copa suína, pomodoro pelati italiano e orégano.